há alguns meses atrás- numa sexta-feira à tarde, eu e a adriana, uma das minhas melhores amigas, fomos até a lancheria do parque- tomar suquinho. coisa bem diferente do que nós costumamos fazer- que é ir uma até a casa da outra tomar café ou ao posto de conviniência próximo- vulgo AMPM.
e, na volta para a glória acabamos falando de até que ponto vale a pena abrir mão das coisas para viver mais- situação que me persegue quando o excesso de café ataca o meu estômago-o que ocorre frequentemente e aconteceu ontem.
Provavelmente se eu tivesse que comer salada diariamente, não comer frituras e tomar coisas naturais para viver cem anos eu não o faria. Prefiro viver aos 70 com muito café, coca-cola, chocolate, frituras, mcdonalds, bolachas recheadas e todo o sortimento de coisas que não fazem bem a minha saúde- sem falar das noites mal-durmidas, o acúmulo de atividades, a ansiedade, o stress, as discussões, os jejuns de muitas horas seguido de alimentação excessiva e o sedentarismo.
claro que eu faço as minhas escolhas bonitinhas- caminho bastante, tomo leite, como alguns vegetais e procuro agir da melhor forma sempre, também não me utilizo de cigarros nem drogas ilícitas- muito raramente me utilizo de bebida alcólica-e procuro manter a média de oito horas por noite.
estes são alguns dos sacrifícios que eu me dispus prá tentar ter a consciência tranquila- por agora.Mas daqui há uns 10 anos quando eu tiver a primeira úlcera (minha mãe e minha vó tiveram e meu pai tem gastrite, então), eu vou realizar que aquilo foi conseqüencia das minhas opções- assim como a manutenção da minha saúde em parte é.Não consigo viver sem café durante o ano- é uma das coisas que eu mais amo e me dá uma sensação ótima, ainda mais quando o stress me atrapalha. nas férias, quando eu to na praia- ele se torna dispensável- eu tomo uma xícara de 100 ml por dia- e muitas vezes nem tomo- ridículo, quando comparado a mais de um litro que eu tomo hoje.
esse absurdo é uma das coisas que eu nem me importo- é a coisa 'comível' que mais me faz feliz, então aceito me dar o direto a ela.
porém, estou bem ciente do que pode acontecer por isso, e espero que isso tarde bastante.
ainda fica o questionamento: até onde vale mais a vida que este tipo de prazeres?
espaço reservado para as minhas reflexões existenciais e ideológicas.
19 de ago. de 2007
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